terça-feira, 3 de março de 2015
Santos Futebol Clube
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Santos Futebol Clube (desambiguação).
Coordenadas: 23°57'04"S, 46°20'20"W
Santos
Santos logo.svg
Nome Santos Futebol Clube
Alcunhas Peixe
Alvinegro Praiano
Sele-Santos
Santástico
Leão do Mar
The Santos Globetrotters1
Torcedor/Adepto Santista
Mascote Baleia
Fundação 14 de abril de 1912 (102 anos)2
Estádio Vila Belmiro
Capacidade 16.798 Lugares 3
Localização Brasao Santos SaoPaulo Brasil.svg Santos, São Paulo SP, Brasil Brasil
Mando de jogo em Vila Belmiro
Pacaembu
Presidente Brasil Modesto Roma Júnior
Treinador Brasil Enderson Moreira
Patrocinador Flag of the United Nations.svg Unicef
Brasil Corr Plastik
Brasil Brahma
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição São Paulo Campeonato Paulista
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Sul-Americana
São Paulo A1 2015
Brasil CB 2015
Brasil A 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif CL 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif SA 2015 Em andamento
Em andamento
Em maio
Não disputará
Indefinido
Ranking nacional Aumento 5º lugar, 13.530 pontos4
Website santosfc.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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Santos Futebol Clube, mais conhecido como Santos, é um clube brasileiro de futebol, fundado em 1912, com sede em Santos, no estado de São Paulo. Eleito pela FIFA como a melhor equipe de futebol das Américas do século XX, o Santos é um dos 5 clubes que nunca foram rebaixados para a 2º divisão do Campeonato Brasileiro e é o único clube brasileiro a conquistar, num mesmo ano, em 1962, um título estadual, um nacional, um continental e um intercontinental.5
O clube é conhecido mundialmente por ter revelado o maior jogador da história do futebol mundial6 nomeado em 1999 pelo Comitê Olímpico Internacional7 , Pelé,8 que começou sua carreira no clube no ano de 1956, com apenas 16 anos de idade9 . Na década de 1960, ele foi a principal estrela da maior equipe santista de todos os tempos, que obteve vários títulos ao redor do mundo, entre eles duas taças intercontinentais que o clube conquistou em 1962 e 1963.
O Santos, ao lado do São Paulo, é o clube brasileiro mais vezes campeão da Copa Libertadores, ambos possuem 3 títulos, e também é o maior campeão brasileiro, ao lado do Palmeiras, com 8 títulos: 5 Taças Brasil (1961-1965), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968) e 2 Campeonatos Brasileiro (2002 e 2004), a CBF reconheceu oficialmente esses torneios no dia 13 de dezembro de 2010, 10 11 12 o clube também possuí uma Copa do Brasil, conquistada em 2010. O Santos, em sua fase áurea, conquistou 23 títulos oficiais em uma década, feito esse, conseguido entre 1960 a 1969.13
Em 20 de janeiro de 1998, o Santos tornou-se a primeira equipe na história do futebol a alcançar a marca de 10 mil gols (gol do meio-campista Jorginho). Em 1º de fevereiro de 2014, atingiu a marca de 12 mil gols (gol do atacante Gabriel).14 É o clube que mais marcou gols na história do futebol mundial.15
No mais recente estudo realizado pela BDO RCS Auditores Independentes em 2014, aponta o alvinegro praiano como a sétima marca mais valiosa do futebol brasileiro, com um valor de R$ 416 milhões de reais.16 Já em outro estudo, elaborado pela consultoria britânica Brand Finance, coloca o Santos como a 46ª marca mais valiosa do futebol mundial, com uma valor de US$ 58 milhões, a frente de outros clubes brasileiros citados na lista, como o São Paulo e o Flamengo e atrás apenas do Corinthians.17
Em 14 de abril de 2007, a data do aniversário de fundação do clube foi incluída no calendário oficial de comemorações do Calendário Turístico do Estado de São Paulo,18 onde diversos eventos são realizados em sua homenagem. No dia 4 de Novembro de 2008, a Estação Imigrantes, foi rebatizada de Estação Santos-Imigrantes, para homenagear o clube e também por estar localizada numa das principais vias de acesso à cidade de Santos.19
Índice [esconder]
1 História
1.1 Primeiros anos
1.2 O ataque dos 100 gols
1.3 Campeão Paulista de 1935
1.4 Era Pelé
1.5 Pós-Pelé
1.6 Século XXI
1.7 Década de 2010
1.7.1 A reconquista da América
1.7.2 Tricampeonato Paulista
1.7.3 O vice mundial
1.7.4 Reformulação 2013
2 Santos nas Copas
2.1 Outras seleções
3 Rivalidades
3.1 Clássico Alvinegro
3.2 San-São
3.3 Clássico da Saudade
3.4 Outros confrontos
4 Títulos
5 Estatísticas
5.1 Participações
5.2 Últimas dez temporadas
5.3 Campanhas de destaque
6 Recordes
7 Estrutura
7.1 Estádio
7.2 Centros de treinamento
7.2.1 CT Rei Pelé
7.2.2 CT Meninos da Vila
8 Símbolos
8.1 Mascote
8.2 Escudo
8.3 Hino
8.4 Uniformes
8.4.1 Uniformes dos jogadores
8.4.2 Uniformes dos goleiros
8.4.3 Uniformes de treino
9 Torcida
9.1 Torcidas organizadas
10 Treinadores
11 Presidentes
12 Ídolos
13 Esportes praticados
14 Elenco atual
14.1 Comissão Técnica
14.2 Transferências 2015
14.3 Elenco sub-20
15 Futebol Feminino
15.1 História
15.2 Títulos
15.2.1 Internacionais
15.2.2 Continentais
15.2.3 Nacionais
15.2.4 Estaduais
15.3 Principais atletas
16 Futsal
16.1 Títulos
16.1.1 Nacionais
16.1.2 Regionais
16.2 Principais atletas
17 Publicações sobre o Santos
18 Ver também
19 Referências
20 Ligações externas
História[editar | editar código-fonte]
A cidade de Santos no ano de 1910. Ilustração feita por Benedito Calixto.
Foi no início do século XX que a cidade de Santos começou a realmente ser de grande importância para o Brasil. O porto despontava como um dos maiores do mundo. Por ele, passava a maior parte do café, produto forte na época, exportado pelo país. A vida social do município crescia rápido movida ao dinheiro dos barões do café e de seus negócios milionários com o porto. Em 1912, Santos já era a principal cidade exportadora de café do mundo.20 Os negócios iam bem e a cidade atraía cada vez mais o dinheiro dos fazendeiros do interior.
Apesar de na época os esportes aquáticos tais como o remo serem os mais praticados pelos jovens, já havia equipes da cidade fortes o bastante para disputarem com destaque o Campeonato Paulista de Futebol (criado em 1902): o Sport Clube Americano, fundado em 1903 e o Clube Atlético Internacional, fundado em 1902. O Internacional foi extinto em 1910 e o Americano mudou sua sede para São Paulo, deixando alguns praticantes descontentes e que decidiram então criar o seu próprio clube na cidade.
Primeiros anos[editar | editar código-fonte]
Há menos de 20 anos que o jovem Charles Miller, precursor do futebol no Brasil, aportara em Santos com as duas primeiras bolas de futebol utilizadas no País, quando três esportistas santistas resolveram fundar um clube de tal esporte.
A fundação do Santos Futebol Clube deu-se a 14 de abril de 1912, domingo, por iniciativa de Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior, três esportistas da cidade, que convocaram uma assembleia, por volta das 14 horas, na sede do Clube Concórdia (localizado na Rua do Rosário - atual Avenida João Pessoa), para a criação de um time de futebol.21 Durante a reunião, foi discutido o nome para a agremiação, dentre as sugestões estavam: Concórdia, Euterpe e Brasil Atlético. Mas os participantes da reunião, por unanimidade, aceitaram a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos Foot-Ball Clube. O primeiro presidente do clube, eleito na reunião, foi Sizino Patusca (que tinha participado da fundação do Internacional e sido fundador do Americano).
Na mesma reunião foram decididas as cores do clube. O uniforme oficial escolhido era constituído por uma camisa com listras verticais azuis e brancas, separadas por um fio dourado, em homenagem ao Clube Concórdia, local daquela reunião.22
Time de 1913, já com as cores preto e branco.
O primeiro jogo-treino2 foi realizado no dia 23 de junho, contra um combinado chamado Thereza Team. O Alvinegro, até então tricolor, venceu por 2 a 1, com gols marcados por Anacleto Ferramenta e Geraule Moreira Ribeiro. O primeiro jogo oficial2 ocorreu apenas em 15 de setembro daquele ano. O Santos venceu na estréia o Santos Athletic Club por 3 a 2. O primeiro gol oficial da história do clube foi marcado por Arnaldo Silveira.
Em 1913 o Santos disputou o Campeonato Santista e se sagrou campeão invicto, confirmando ser a equipe de futebol mais forte da cidade. Com isso credenciou-se a disputar o Campeonato Paulista de Futebol5 no mesmo ano, mas as dificuldades com as viagens constantes e os resultados ruins nos jogos forçaram a equipe a abandonar a competição. A única vitória foi justamente contra o time que no futuro se tornaria o principal rival e que também estreava no campeonato naquele ano: o Corinthians (6-3 em jogo na capital). Em 1915, o Santos voltou a disputar o Campeonato Santista, conseguindo o segundo título embora tenha usado o nome de União FC23 devido a APEA, liga a qual permaneceu afiliado, não o ter permitido participar com o nome oficial. Em 1916, o time das praias retomaria a disputa do Campeonato Paulista para ocupar de vez o lugar de uma das grandes equipes do estado e tornar-se um dos maiores vencedores da competição ao longo da História.
Ary Patusca, filho do primeiro presidente do clube, Sizino Patusca, foi o primeiro brasileiro a jogar em um clube estrangeiro.24 Como era costume naquele tempo, Ary Patusca havia sido mandado por seu pai para estudar na Suíça. Lá, entrou para o Brühl St. Gallen e foi campeão suíço de futebol, chegando até a jogar na seleção helvética. Depois de quatro anos na Europa, retornou ao Santos. Foi o artilheiro do time em 1915, com 19 gols.
O ataque dos 100 gols[editar | editar código-fonte]
Araken Patusca, um dos primeiros grandes ídolos do Santos.
De 1921 a 1926, o Santos fez campanhas fracas no Campeonato Paulista, mas foi o período necessário para o surgimento da primeira geração do que se tornaria uma tradição no Alvinegro: descoberta e criação de jovens talentos25 .
A equipe de jovens garotos que formaria o ataque dos 100 gols, consagrando o Santos no cenário nacional, começou a ser gerada em 1923 com a chegada do jovem Araken Patusca, então com 16 anos. Na mesma época entraram para a equipe outros atletas de baixa idade25 .
Quatro anos após a chegada desses jovens, e com a inclusão de alguns nomes como o do extraordinário artilheiro Feitiço, o Santos estreava no Campeonato Paulista aplicando uma goleada, o que se repetiria por diversas vezes na competição. A vítima foi a equipe do Ypiranga, o jogo ficou em 12 a 1, com 7 gols de Araken. Foi o recorde de gols em uma única partida, só sendo superado 37 anos depois por Pelé.
Durante toda a disputa estadual o clube venceu por placares elásticos, o que resultou em 100 gols pró, média de 6.25 gols por partida. Mas a excelente campanha não foi coroada. No último jogo, quando o Peixe precisava de apenas um empate, foi derrotado pelo Palestra Itália, por 3 a 2, em partida muito conturbada25 . O Santos seria ainda vice-campeão em 1928 e 1929, sempre fazendo muitos gols. Em 1931 foi novamente vice-campeão, mas Araken não estava mais no clube (retornaria em 1935).
O ataque que entrou para a História como a famosa "linha dos 100 gols" era formado por Osmar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista. Essa escalação foi ouvida por décadas, repetidas como um verso popular pelos torcedores de futebol de várias partes do país.
O marco histórico do ataque dos 100 gols foi resultado de um trabalho de características que, mais tarde, valeriam um trecho do hino oficial do clube: "Técnica e Disciplina".
Os lendários substantivos surgiram após dois confrontos amistosos contra a equipe do Vasco da Gama, onde o Peixe venceu os dois jogos, e foi chamado por jornalistas de o "Campeão da Técnica e da Disciplina".25
Campeão Paulista de 1935[editar | editar código-fonte]
O Santos, que vinha batendo na trave quando o assunto era ganhar o Campeonato Paulista, finalmente superou seus rivais e começou, no dia 17 de novembro de 1935, a escrever uma história vitoriosa. O adversário naquele dia era o Corinthians e o Santos (que tinha somado 18 pontos), em seu último jogo na competição, precisava de apenas um empate para assegurar o seu primeiro título paulista. Ambos os alvinegros, e ainda o Palestra Itália, tinham chances de título, e as duas últimas partidas do campeonato eram verdadeiros confrontos diretos.
No primeiro turno da competição, o Corinthians havia vencido todos os jogos, mas depois, o time paulistano amargou 3 jogos sem vencer. Melhor para o Santos, que vinha logo atrás e aproveitou a chance de tomar a liderança e a manter até o final do campeonato.
No estádio de Parque São Jorge, o Corinthians era visto com certo favoritismo, por ter um time tradicional e forte que ainda jogaria em casa, mas nada que assustasse os jogadores santistas. A equipe entrou em campo com: Cyro, Neves e Agostinho; Ferreira, Marteletti e Jango; Saci, Mário Pereira, Raul Cabral Guedes, Araken Patusca e Junqueirinha, tendo como treinador Bilu. Os gols da partida foram marcados por Raul Cabral Guedes, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Araken Patusca, aos 17 minutos do segundo tempo. O Santos venceu a partida por 2 a 0 e terminou o campeonato como o melhor ataque, com 32 gols. Assim, o Santos conquistava o seu primeiro título paulista 26 .
Era Pelé[editar | editar código-fonte]
Santos campeão paulista de 1955.
O prenúncio da grande fase do Santos começou em 1955, quando depois de 20 anos, voltou a ser campeão paulista, tendo o atacante Emmanuele Del Vecchio, artilheiro da competição com 23 gols.
Em 1956, chegaria à Vila Belmiro, trazido pelas mãos de Waldemar de Brito, o menino Pelé, de 15 anos, que deu de novo impulso à história do Santos, levando-o a conquistas que enalteceram o futebol brasileiro no planeta. O time do Santos vinha de grandes campanhas, sendo bicampeão paulista em 1955-1956, apresentando os craques Pepe e Zito, dentro outros. Com Pelé, o time se tornaria um dos maiores da História.
Pelé marcou seu primeiro gol com a camisa do Santos num amistoso com o Corinthians de Santo André, jogo em que o time da Vila Belmiro venceu por 7 a 1. Em 1958, ganhou seu primeiro Campeonato Paulista, estabelecendo como artilheiro o recorde de 58 gols que permanece até hoje. Neste Campeonato Paulista, o Santos marcou 143 gols.21
Pelé, marcou 1091 gols, em 1116 jogos com a camisa do Santos.
O Santos com Pelé continuou nos anos seguintes a ganhar todas as principais competições que disputava. Em 1959, a conquista do primeiro Torneio Rio-São Paulo e o vice-campeonato brasileiro. Em 1960, mais um paulista. De 1961 até 1965 a hegemonia do futebol brasileiro com cinco Taças Brasil, e foi em 1961, num jogo válido pelo torneio Torneio Rio-São Paulo, contra o Fluminense, que o Pelé, marcou o famoso Gol de Placa, que foi o primeiro gol no Brasil a ser homenageado com uma placa. Em 1962 e 1963, o bicampeonato sul-americano da Copa Libertadores da América e o bicampeonato intercontinental. Só não ganhou todos os Campeonatos Paulistas de 1955 até 1969 pois o Palmeiras, time conhecido na época por "Academia", conseguiu interromper a sequência de tempos em tempos. Em 1967 o Santos daria início ao seu segundo tricampeonato paulista. O Santos conquistou 11 títulos paulistas em 15 anos (dois Tri: 1960-1961-1962, 1967-1968-1969; dois Bi: 1955-1956, 1964-1965, e um Mono: 1958). Em 1968, o time com grandes revelações como Clodoaldo, Edu, Abel e Toninho Guerreiro, além de Pelé, voltaria a conquistar outra série de títulos nacionais e internacionais, como a Supercopa Sulamericana e a Recopa dos Campeões Intercontinentais de 1968 27 , além de mais um Campeonato Paulista e um Campeonato Brasileiro.
Lula, foi o treinador que comandou a Era Pelé.
No ano de 1969, as conquistas e a fama do Santos eram tão grandes que, em uma excursão pela África, a guerra no Congo Belga, atual República Democrática do Congo, entre forças de Kinshasa e de Brazzaville, foram suspensas para que as cidades pudessem assistir aos jogos do time. Logo após as partidas e as homenagens, o conflito recomeçou, e o Santos ficou conhecido como "O time que parou a guerra".28 Este evento serviu claramente de inspiração para o "Amistoso da Paz", realizado entre as seleções de Brasil e Haiti, em 18 de agosto de 2004.29
Com dívidas devido a investimentos que não deram certo, como o do Parque Balneário, o clube ia vendo seus craques saindo. Compromissos com a CBD para a eleição de João Havelange para presidente da FIFA obrigaram o time a sucessivas excursões por todo o globo, desde a África até a Arábia, o que refletiu no fraco desempenho do time nos campeonatos internos. Em 1973, o Santos ganhou o último Campeonato Paulista com Pelé. Competição que teve uma final muito conturbada, acabando na disputa por pênaltis contra o time da Portuguesa. O erro histórico do árbitro Armando Marques, que encerrou as cobranças quando o Santos vencia por 2 a 0, mas ainda com possibilidade de empate por que restavam ainda duas cobranças da Portuguesa, atrapalhou a conquista certa (Pelé ainda não havia feito sua cobrança), fazendo com que o título daquele ano fosse dividido entre os dois clubes.
Pós-Pelé[editar | editar código-fonte]
Serginho Chulapa, artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1983.
Após a Era Pelé, o Santos continuou seu caminho de glórias. Em 1978, Chico Formiga, ex-atleta do clube, formou um time campeão. Os "Meninos da Vila", apelido dado pela juventude dos atletas da equipe, conquistaram o Campeonato Paulista de 1978. Destacaram-se na época Juary, João Paulo, Pita, Aílton Lira, entre outros. Em 1983 o Santos montou uma equipe forte trazendo para a Vila jogadores consagrados como Serginho Chulapa e Zé Sérgio (do São Paulo) e Paulo Isidoro (do Atlético Mineiro) e conseguiu disputar a final do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983 com o Flamengo de Zico, vencendo a primeira partida no Morumbi por 2x1. Mas na final do Maracanã, jogando com alguns desfalques, o Santos acabou apenas com o vice-campeonato.
Com o reforço do goleiro Rodolfo Rodríguez, a equipe confirmaria sua competitividade e se sagraria campeã do Campeonato Paulista de 1984 (tendo como Presidente Milton Texeira). Após esse título, o Santos só voltaria a uma final de campeonato nacional de futebol em 1995, enfrentando o Botafogo. O Santos vinha animado após uma vitória histórica na partida semifinal contra o Fluminense, por 5x2, com grande atuação do ídolo santista da época Giovanni. Mas na final contra o Botafogo, o Santos empatou e acabou novamente com o vice-campeonato, num jogo em que a arbitragem foi grandemente contestada (os santistas reclamam do árbitro Márcio Rezende de Freitas a anulação do gol do ponta santista Camanducaia e também a validação do gol em impedimento do botafoguense Túlio Maravilha).
O Santos voltaria aos títulos vencendo o Torneio Rio-São Paulo de 1997 e a Copa Conmebol, competição precursora da atual Copa Sul-Americana,30 31 32 33 34 de 1998, derrotando o Rosario Central da Argentina na final. Foi vitória 1-0 na Vila Belmiro, com gol marcado pelo Claudiomiro, e empate 0-0 no Estádio do Rosario Central.
Século XXI[editar | editar código-fonte]
Emerson Leão, técnico que levou a equipe do Santos até a conquista do Brasileirão de 2002 e à final da Libertadores de 2003.
A maior conquista do Santos, excluindo-se os títulos, foi o reconhecimento internacional obtido com a honraria de ser considerado o "Clube do Século XX nas Américas", em eleição da FIFA que premiou, no fim dos anos 1990, os melhores clubes de futebol da História (além do Santos, o Real Madrid foi considerado o "Clube do Século XX") e os melhores jogadores, com Pelé recebendo, enfim, a "oficialização" do título que por tanto tempo o acompanhou.
Em 1999, Marcelo Teixeira ganha a eleição a Presidência pegando o clube com uma enorme dívida e com o time em frangalhos. A administração primeiramente tentou montar um grande time com jogadores renomados e ao mesmo tempo investiu forte na base, no patrimônio e na estrutura, reformando o estádio e fazendo um CT de primeiro mundo. Mas no início de 2002, ano em que o clube completara 90 anos, os grandes jogadores haviam saído sem conseguir títulos (apenas um vice-campeonato paulista em 2000) e o Santos teve que voltar suas atenções às categorias de base para recompor o elenco. A "solução caseira" deu certo e o Santos encerraria aquele ano com a conquista pela sétima vez do Campeonato Brasileiro. O time que conseguiu ser campeão foi, basicamente, formado na Vila Belmiro, montado pelo treinador Emerson Leão tirando da base para a equipe principal garotos que seriam conhecidos como "Os novos Meninos da Vila" e que viraram febre no Brasil inteiro e a dupla Diego e Robinho se tornaram símbolos de um futebol vistoso e alegre, juntos de Renato, Elano, Alex e Léo. No ano seguinte, com a base mantida, o Peixe chegou aos vice-campeonatos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.
Troféus conquistados pelo Santos nos Campeonatos Brasileiros.
Em 2004, o time mostrou toda a sua força entre os oito melhores times do continente, perdendo nas quartas-de-finais da Libertadores para o campeão Once Caldas, da Colômbia. No Campeonato Paulista, foi até as semifinais. O ano foi fechado com chave de ouro com a conquista do oitavo título brasileiro.35 Com uma equipe liderada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, a base de 2002 e reforços como Ricardinho e Deivid, o time encerrou o torneio de pontos corridos disputando até a última rodada o título com o Atlético-PR e conquistou mais uma vez o Campeonato Brasileiro.
Após 3 anos consecutivos de vitórias, com conquista de dois Campeonatos Brasileiros e chegada a final da Copa Libertadores da América de 2003, o Santos começou o ano de 2005 tentando manter o ritmo.
O maior jogador após a Era Pelé, Robinho, permaneceu no clube durante o primeiro semestre. Mas após a sua saída para o Real Madrid, o Santos ficou prejudicado em seu desempenho. Para completar Deivid e Léo também saíram, o que deixou a equipe completamente desfigurada e enfraquecida. Para restaurar a equipe, o Peixe contratou o craque e ídolo Giovanni, mas que viria apresentar desempenho instável; e dois atacantes repatriados: Luizão, que se mostrou fora de forma; e Cláudio Pitbull, que marcou apenas dois gols. O ano também foi tumultuado com relação aos técnicos, começando com Oswaldo de Oliveira para a substituição de Vanderlei Luxemburgo, devido a saída do treinador para o Real Madrid. Passaram ainda como treinadores Alexandre Gallo e Nelsinho Baptista, terminando com Serginho Chulapa, que levou o Santos interinamente. Após fraca atuação na Espanha, Luxemburgo retorna em 2006 como treinador da equipe santista, sinalizando grandes investimentos para o ano da Copa do Mundo.
Em 2006, a equipe foi inteiramente renovada. Várias contratações foram feitas com os campeonatos em andamento, o que prejudicou o conjunto da equipe. Mesmo com esse fator desfavorável, Luxemburgo conseguiu manter a equipe em alto nível de competição durante o Campeonato Paulista e, se aproveitando de que seus principais adversários estavam com as atenções divididas devido a participação na Copa Libertadores da América, o Santos conquistou o Campeonato Paulista de 2006. Foi o fim de um período de 21 anos sem levar a taça da FPF. O time entraria ainda para a história dos recordes como a única equipe que venceu todas as partidas jogadas em seu estádio (10 partidas no total); e que marcou gols em todas as partidas do campeonato (19 partidas no total, marcando 33 gols). O time histórico que consagrou esse título com vitória de 2 a 0 contra a Portuguesa de Desportos, sob a modalidade de pontos corridos, foi composto por Fábio Costa; Luiz Alberto, Julio Manzur e Ronaldo Guiaro; Kléber, Fabinho, Maldonado, Cléber Santana e Rodrigo Tabata; Reinaldo e Geílson. Já pelo Campeonato Brasileiro, conquista direito à disputa da Copa Libertadores da América de 2007 com o 4ª lugar na competição nacional.
Em 2007, com uma campanha impecável na primeira fase do Campeonato Paulista de 2007, o Santos conquista o direito de jogar com vantagem nas fases semifinais e finais do campeonato. Aproveitando-se desta vantagem, o Santos elimina o Bragantino nas semifinais ( 0 X 0 no primeiro e segundo jogos) e o São Caetano na finais (derrota por 2 X 0 no primeiro jogo e vitória por 2 X 0 no segundo jogo), conquistando o bicampeonato paulista (2006 e 2007). O time que conquistou o bi, foi a campo com: Fábio Costa, Maldonado, Adaílton, Ávalos e Kléber; Rodrigo Souto, Pedrinho, Cléber Santana e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Jonas. Entraram ainda Carlinhos, Rodrigo Tabata e Moraes, que fez o gol do título.
Já no Campeonato Brasileiro da Série A de 2007, o Santos ficou com o vice-campeonato e conquistou uma das vagas para a Copa Libertadores da América de 2008.
Jogo entre Santos e Botafogo, no Rio de Janeiro.
Em 2008, com muitas mudanças de técnicos e jogadores, o Santos FC fez campanhas irregulares no Campeonato Paulista, na Copa Libertadores e no Campeonato Brasileiro. No torneio estadual, um começo ameaçador, no qual a equipe rondou a zona de rebaixamento. A melhora nas atuações trouxe consigo um sequência de vitórias que quase classificou a equipe para as finais. Na Copa Libertadores da América, o Santos Futebol Clube obteve uma difícil classificação para as finais, conquistada somente na última rodada, na vitória sobre o Cúcuta Deportivo, da Colômbia. Nas oitavas-de-final, duas vitórias por 2x0 sobre o mesmo Cúcuta Deportivo classificaram o Santos Futebol Clube para as quartas-de-final, nas quais foi eliminado pelo América. Derrota por 2x0 no México e vitória por 1x0 no Brasil. O Campeonato Brasileiro de 2008 foi aquele no qual o Santos Futebol Clube realizou sua pior campanha, lutando durante quase toda a competição contra a despromoção. Ao final do torneio, uma difícil 15ª posição, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. Como destaque positivo, os 21 gols do atacante Kléber Pereira, um dos artilheiros do campeonato.
Em 2009, depois de um início com problemas o Santos troca o técnico Márcio Fernandes por Vágner Mancini e consegue ótima reação no Campeonato Paulista. Com grandes vitórias sobre a Portuguesa de Desportos (1 X 0) e a Ponte Preta (3 X 2, em Campinas), o Santos se classifica para o Quadrangular Final. Derrota o Palmeiras, que foi o melhor time da primeira fase, por duas vezes (duas vitórias por 2 X 1) chegando à final com o Corinthians. Fica com o vice-campeonato depois de uma derrota na Vila Belmiro (3 X 1) e de um empate no Pacaembu (1 X 1). No Campeonato Brasileiro, após um bom início - no qual alcançou a vice-liderança - a equipe decaiu. Turbulências internas e más exibições ocasionaram a demissão do treinador Vágner Mancini, logo após a derrota por 6x2 para o Vitória, em Salvador. Para o seu lugar foi contratado Vanderlei Luxemburgo, que pela quarta vez assumiu o Santos Futebol Clube, tendo como objetivo a classificação para a Copa Libertadores da América de 2010. A ausência de bons nomes no elenco de jogadores tornaram a campanha da equipe santista muito irregular, numa constante alternância de vitórias, empates e derrotas. Ao final do campeonato, uma decepcionante 12ª posição, contabilizando 12 vitórias, 13 empates e 13 derrotas. Como saldo positivo, as boas atuações do jovem goleiro Felipe, que substituiu o titular Fábio Costa, dos meias Paulo Henrique Ganso e Madson, e do atacante Neymar, de apenas 17 anos. Em dezembro de 2009, as tumultuadas eleições para a presidência do clube tiraram do cargo Marcelo Teixeira, que se manteve por 10 anos nessa posição. Para o seu lugar foi eleito Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro.
Década de 2010[editar | editar código-fonte]
Giovanni, ídolo nos anos 90, retornou ao Santos em 2010.
Em 2010, já sobre a administração de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro (também conhecido como LAOR), o trabalho na base dá certo novamente e aparece outra geração dos "Meninos da Vila" que reuniu os craques Neymar, Paulo Henrique Ganso, André, Wesley, o goleiro Rafael, os quais, juntos de Robinho que voltou por empréstimo e outros jogadores e com o técnico Dorival Junior, prometiam reescrever a história internacional do clube no cenário futebolístico. No primeiro semestre conseguiu o título de Campeão Paulista, derrotando o time do Santo André. A nova administração segurou Neymar que recusou uma oferta milionária de transferência ao futebol inglês.
Sucessivamente, depois do intervalo causado pela disputa da Copa do Mundo, o Santos conquistou seu segundo título no ano, o da Copa do Brasil (inédito para o clube) na dupla final com o Vitória com uma vitória por 2 a 0 na Vila Belmiro e uma derrota por 2 a 1 no Barradão. Foi o coroamento de uma campanha marcada por um ataque arrasador, com goleadas implacáveis como os 10x0 contra o Naviraiense e os 8x1 contra o Guarani, jogo em que Neymar marcou cinco vezes.
No segundo semestre de 2010, com perdas de jogadores importantes com Wesley (vendido para o Werder Bremen da Alemanha), André (vendido para o Dínamo de Kiev da Ucrânia), Robinho (que voltou do empréstimo para o Manchester City da Inglaterra), e Ganso (que se contundiu em uma partida contra o Grêmio ainda no primeiro turno e não jogou mais no campeonato), além da demissão do técnico Dorival Júnior depois de um desentendimento envolvendo o jogador Neymar, o Santos não conseguiu ir além de um oitavo lugar e adiou a conquista da chamada "tríplice coroa" (título simbólico dado a quem vencesse no mesmo ano o Campeonato Estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro). Antes do final do ano foi confirmada a volta do jogador Elano, o primeiro grande reforço para a disputa da Copa Libertadores da América de 2011, além da contratação do técnico Adilson Batista.
Em 2011, ao contrário do que se esperava, o Santos não teve um bom início de temporada, acumulando problemas com treinadores e jogadores contundidos. Muricy Ramalho assumiu o time pouco antes do início da fase eliminatória do Campeonato Paulista e o Santos se tornou bicampeão paulista (2010 e 2011). No Campeonato Brasileiro de 2011 o Santos ficou apenas em décimo lugar mas o atacante Borges que foi a grande contratação do clube para o segundo semestre do ano, se sagrou o artilheiro da competição com 23 gols.
A reconquista da América[editar | editar código-fonte]
Antes do início da Copa Libertadores da América de 2011, o Santos era apontado como um dos favoritos. Os adversários da fase de grupos foram o Deportivo Táchira (Venezuela), Cerro Porteño (Paraguai) e Colo-Colo (Chile). Ao fim dos três primeiros jogos, contudo, a situação do clube praiano era dramática: apenas dois empates (0-0 com o Deportivo Táchira e 1-1 com o Cerro Porteño) e derrota para o Colo-Colo (2-3). Com esses resultados a única chance do Santos classificar-se era obtendo três vitórias nas partidas restantes, senão não passaria de fase.
A primeira dessas três partidas decisivas foi contra o Colo-Colo na Vila Belmiro. O Santos vencia tranquilo por 3-0 (Elano, Danilo e Neymar) mas ao comemorar o seu gol usando uma máscara, Neymar foi expulso. Zé Eduardo e Elano (que estava no banco, já substituído) também e o adversário chileno aproveitou para reagir, marcando dois gols. Apesar dos dois jogadores a menos o Santos conseguiu a primeira vitória (3-2). O jogo seguinte seria em Assunção, contra o Cerro Porteño. Mesmo sem os três titulares, o Santos trazia como trunfo a estréia de Ganso na Copa Libertadores da América e o técnico Muricy Ramalho, que assumira o cargo de treinador após deixar o Fluminense, time que dirigira nas primeiras rodadas da competição. E o Santos de Muricy conseguiu aquilo que muitos julgavam improvável: venceu por 2-1, com gols de Danilo e Maikon Leite. Essa vitória deu confiança ao grupo, que se classificou com uma vitória de 3-1 sobre o Deportivo Táchira no estádio do Pacaembu.
Na sequência, pelas Oitavas de Final, o Santos enfrentou o América do México. O time praiano estava cansado com sucessivos jogos decisivos, inclusive na fase final do Campeonato Paulista. O técnico Muricy Ramalho manteve o time titular em ambas as competições, e com isso o Santos foi o campeão do campeonato paulista e mesmo com o cansaço, se classificou para as Quartas de Final na Libertadores após vitória por 1-0 no Brasil e empate de 0-0 no México contra o América (com grande atuação do goleiro santista Rafael), depois de uma desgastante viagem.
O adversário da próxima fase seria o Once Caldas, que eliminara o Cruzeiro, o melhor time da primeira fase (nessa mesma rodada, chamada de "quarta-feira do terror", além do Cruzeiro, todos os outros times brasileiros também foram eliminados: Grêmio, Internacional e Fluminense). O Santos era o único time brasileiro a continuar na competição e garantiu nova classificação com outra vitória fora de casa, 1-0, e um empate no Pacaembu (1-1).
Já na Semi-Final, o adversário seria novamente o Cerro Porteño, que foi um dos competidores do Santos na Fase de grupos. O Santos acreditava na classificação e conseguiu após vitória de 1-0 e empate sofrido de 3-3 em Assunção.
Final da Copa Libertadores da América de 2011, entre Santos e Peñarol no Estádio do Pacaembu.
Assim, o Santos chegou a quarta final da competição em sua história (a última vez havia ficado com o vice-campeonato em 2003). O adversário era o tradicional Peñarol do Uruguai, pentacampeão da competição, que havia derrotado o argentino Vélez Sarsfield. Com isso, foi repetido o confronto de ambos na primeira conquista da Copa Libertadores da América pelo Santos, que derrotou os uruguaios na final de 1962. Sob a pressão de mais de 60.000 torcedores no estádio Centenário, campo do adversário, o Santos segurou um empate de 0-0. Na finalíssima, em 22 de junho de 2011, deu quase tudo certo para o Santos. Após empatar em 0-0 no primeiro tempo, Neymar começou a vitória santista, ao receber passe preciso de Arouca, e assim, marcando no primeiro minuto do segundo tempo. Danilo, em bela jogada individual, marcou o segundo e praticamente selou a conquista. No final da partida, o zagueiro Durval marcaria contra, mas era tarde para o Peñarol conseguir um eventual empate. A partida terminou em 2-1 e o Santos se sagrou pela terceira vez campeão da Copa Libertadores da América, após 48 anos da última Libertadores conquistada pelo clube (1963). Com esse resultado, o Santos se igualou ao São Paulo como o clube brasileiro com mais títulos da competição Sul-Americana.
Tricampeonato Paulista[editar | editar código-fonte]
Neymar, maior artilheiro do Santos após a Era Pelé.
Depois de ficarem apenas com o vice-campeonato de 2009, ano que chegaram ao time principal do Santos, Neymar e Ganso iniciaram a nova temporada como os principais jogadores da equipe, ajudados por reforços importantes como Arouca, Wesley e Robinho e com um novo treinador, Dorival Júnior. O time foi o melhor da primeira fase do Campeonato Paulista, conseguindo algumas grandes goleadas como o 9 a 1 sobre o Ituano e 6 a 3 contra o Bragantino. Na semifinal, duas vitórias sobre o São Paulo (3-2 e 3-0) garantiram a ida para a final. Em dois jogos contra o Santo André (3-2 e 2-3) o Santos conseguiria o título da competição graças a melhor campanha geral.
Em 2011, Elano retorna ao Santos e ajuda o time a conquistar o bicampeonato paulista, sendo um dos artilheiros do campeonato com 11 gols. Muricy Ramalho assumiu o time pouco antes do início da fase eliminatória (o Santos ficou em quarto lugar na primeira fase) e com acertos na defesa que antes vinha sendo muito contestada, o Santos melhorou a competitividade e eliminou a Ponte Preta e o São Paulo, o melhor time da primeira fase. A final foi com o Corinthians e, depois de um empate de 0 a 0 no Pacaembu e uma vitória de 2 a 1 na Vila Belmiro, o Santos conseguiu o segundo título consecutivo. Arouca e Neymar marcaram os gols santistas na final.
Em 2012, devido a disputa do Mundial no ano anterior, o Santos demorou para jogar com o time titular no Campeonato Paulista. A campanha começou em 21 de janeiro, com um empate de 1 a 1 com o XV de Piracicaba enquanto os titulares só iniciariam o campeonato na quinta rodada, em 2 de fevereiro (outro empate, 1-1 contra o Oeste). Alternando a disputa da competição paulista com a Copa Libertadores, o Santos ainda voltaria a usar os reservas e poupar alguns jogadores na sequência das partidas e com isso o time ficou apenas em terceiro lugar na primeira fase. Nos jogos finais, o Santos derrotou o Mogi Mirim (2-0) e o São Paulo (3-1). A final foi contra o Guarani e o terceiro tricampeonato paulista da história do clube foi conseguido com duas expressivas vitórias (3-0 e 4-2) em partidas realizadas no Morumbi. Os gols santistas no segundo jogo, dia 13 de maio de 2012, foram de Alan Kardec (2) e Neymar (2), que encerrou a competição como artilheiro com 20 gols marcados. Em 2013, o Santos chegou à sua quinta final consecutiva, mas acabou ficando com o vice-campeonato, sendo superado pelo Corinthians na final.
O vice mundial[editar | editar código-fonte]
O Santos já estava pensando no Mundial de Clubes desde a conquista da Libertadores, por conta disso o treinador Muricy Ramalho chegava a mandar os jogadores reservas em algumas partidas do Campeonato Brasileiro de 2011, buscando poupar os titulares. A equipe embarcou rumo ao Japão em 6 de dezembro de 2011 com festa da torcida no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O time fez uma escala em Frankfurt, Alemanha antes de prosseguir até Nagoya.36 Dos titulares que embarcaram, só não foi Adriano; o volante, que teria a missão de marcar Lionel Messi numa eventual final com o Barcelona, acabou sofrendo uma grave lesão no tornozelo direito na partida contra o Atlético-GO, no Pacaembu.
A estréia do clube na competição foi no dia 14 de dezembro, quando o Alvinegro derrotou Kashiwa Reysol por 3x1, com gols de Neymar, Borges e Danilo, garantindo vaga para a final. No dia 18 de dezembro, o Santos encarou o Barcelona, e foi derrotado por 4 a 0, com dois gols de Messi, um de Xavi e outro de Fàbregas.37 38 39 40
Reformulação 2013[editar | editar código-fonte]
Após o vice-campeonato Paulista, o time passa por uma reformulação que começa com a venda do atacante Neymar ao Barcelona e a demissão do técnico Muricy Ramalho, o goleiro Rafael é vendido ao Napoli, o meia Felipe Anderson à Lazio, e outros jogadores deixam o time. O clube reforça a equipe com a contratação do lateral esquerdo chileno Eugenio Mena junto ao Universidad de Chile, do lateral direito Cicinho negociado junto à Ponte Preta e do Thiago Ribeiro negociado junto ao Cagliari, por R$ 10 milhões. O técnico passa a ser Claudinei Oliveira, técnico promovido pela da categoria sub-20 e campeão da Copa São Paulo de 2013. No Campeonato Brasileiro, o Santos ficou na sétima posição com 57 pontos, melhor campanha do clube desde o vice-campeonato de 2007.41
Santos nas Copas[editar | editar código-fonte]
Pelé driblando dois jogadores da Suécia, na final da Copa de 58.
O Santos sempre foi ao longo dos tempos uma equipe que cedeu vários atletas para a Seleção Brasileira. Só de campeões mundiais, o Peixe cedeu 11 atletas.42 Na história das Copas, o Alvinegro teve 15 de seus jogadores convocados para defender a Seleção, sendo o meia-atacante Araken Patusca o primeiro santista a disputar um Mundial, em 1930, no Uruguai.
Na época havia uma briga entre a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), pois nenhum paulista estava na comissão técnica. Por este motivo, a Apea alegou não haver tempo hábil para que chefes de família deixassem tudo organizado e partissem para ficar tanto tempo afastados de casa. Isto fez com que o Brasil embarcasse apenas com jogadores que atuavam no Rio de Janeiro, com exceção de Araken Patusca, único paulista, que estava brigado com o a direção do time santista.
Mas as participações dos jogadores do Santos sempre se notabilizaram pelo número de atletas que foram campeões do Mundo. Em 1958, na Suécia, o Alvinegro cedeu o ponta-esquerda Pepe, além do volante Zito e do Rei do Futebol, Pelé. Estes dois atletas foram importantíssimos na arrancada brasileira rumo ao primeiro título de campeão mundial. Pois Pelé e Zito só estrearam na vitória brasileira sobre a União Soviética, por 2 a 0, na última partida da primeira fase.
A consagração de Pelé começaria ali mesmo em gramados suecos, com o Atleta do Século sendo o artilheiro do Brasil, com seis gols, sendo que dois deles foram marcados na final contra os donos da casa.
Pepe, um dos atletas do Santos convocados pela Seleção Brasileira, em 1962.
Em 1962, no Chile, o time da Vila Belmiro cedeu sete jogadores para que a seleção disputasse essa Copa do Mundo. Gilmar (goleiro), Mauro (zagueiro), Zito (volante), Mengálvio (meia), Coutinho (atacante), Pelé (atacante) e Pepe (atacante), foram os santistas que brilharam na conquista do bicampeonato. Pelé jogou apenas duas partidas, marcando um gol sobre o México, por 2 a 0, na estréia brasileira. Mas o Rei não pode continuar ajudando a Seleção, pois uma lesão muscular o impediu de atuar no restante da Copa.
Porém a Seleção continuou vencendo sem Pelé. Na final, Zito teve uma participação decisiva na vitória sobre a Tchecoslováquia por 3 a 1, já que o capitão santista fez o segundo gol brasileiro na final. O Peixe também teve uma grande participação com o zagueiro Mauro, que além de ter feito uma bela participação no Mundial disputado em terras chilenas, foi o capitão do time e teve a honra de erguer a Taça Jules Rimet, com o Brasil sendo coroado bicampeão do Mundo.
Na Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra, o Brasil mais uma vez teve jogadores do Santos, o goleiro Gilmar, o zagueiro Orlando Peçanha, os volantes Lima e Zito, alem dos atacante Pelé e Edu foram convocados.
Robinho durante a Copa do Mundo de 2010.
Em 1970, Carlos Alberto Torres (lateral-direito), Joel Camargo (zagueiro), Clodoaldo (volante), Pelé (atacante) e Edu (atacante), ajudaram o Brasil a ganhar a terceira estrela. Considerada por muitos como a melhor seleção que o Mundo viu jogar,43 o time liderado por Carlos Alberto Torres, que era o capitão desta seleção e Pelé, no auge de sua maturidade futebolística foram os responsáveis por comandar a equipe que encantou o Mundo e trouxe a Taça Jules Rimet de forma definitiva para o Brasil, com a conquista inédita na época de tri-campeão mundial.
O zagueiro Marinho Peres e o atacante Edu defenderam o Brasil na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Depois deles, somente em 2010 haveria outro atleta do clube convocado para uma Copa: o atacante Robinho.
Mesmo nas Copas de 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), o Santos se fez presente na Seleção Brasileira que conquistou os dois títulos. Em 1994, o zagueiro Ricardo Rocha e o volante Dunga, já tinham atuado com o manto alvinegro. O Dunga atuou no Peixe em 1986, enquanto que Ricardo Rocha por pouco não foi convocado pelo time da Vila Belmiro, onde atuou até o fim de 1993, quando terminou o contrato dele com o clube e o zagueiro resolveu ir para o Vasco da Gama.
Em 2002, os santistas cederam para o time pentacampeão mundial o preparador de goleiros, Carlos Pracidelli, e o fisioterapeuta, Luis Rosan, que foi muito importante para a recuperação do atacante Ronaldo, artilheiro desta Copa do Mundo.
Na Copa do Mundo de 2006, o jogador Robinho, recém-saído do Santos Futebol Clube, foi convocado. Também em 2006, esteve presente na Copa do Mundo de 2006 o zagueiro paraguaio Julio Manzur, convocado pela seleção de seu país e titular da conquista do Campeonato Paulista daquele ano.
Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Robinho voltou a ser convocado para a Seleção Brasileira e, depois de 36 anos, o Santos FC voltou a ter um jogador de seu elenco convocado para o torneio. O Rei das Pedaladas marcou dois gols (contra o Chile e contra a Holanda), quebrando um jejum de gols de jogadores santistas em Copas do Mundo, que permanecia desde o gol de Carlos Alberto Torres, o quarto gol do Brasil na final da Copa do Mundo do 1970.
Outras seleções[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Jogadores estrangeiros no Santos Futebol Clube
O primeiro jogador estrangeiro do Santos a participar de uma Copa do Mundo foi o goleiro Rodolfo Rodríguez. O arqueiro foi convocado para defender a Seleção Uruguaia, que disputou a Copa do Mundo de 1986, no México. O arqueiro santista ficou durante toda a participação uruguaia no banco de reservas, sem ter a chance de jogar uma partida, pois se contundiu em um dos treinamentos durante a Copa. Os uruguaios foram eliminados pela Argentina, nas oitavas-de-final, pelo placar de 1 a 0.
Em 2006, o Peixe foi representado pelo zagueiro Julio Manzur, da Seleção Paraguaia. O jogador santista disputou a sua primeira Copa do Mundo, já tendo ajudado a seleção de seu país a conquistar a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia. O zagueiro também foi muito importante na campanha que levou o Alvinegro Praiano ao título de Campeão Paulista de 2006, defendendo a equipe de Santos.
Na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o Santos foi representado pelo lateral esquerdo chileno Eugenio Mena. Mena foi titular em todos os jogos do Chile, que foi eliminado nas Oitavas de final, pelo Brasil, nos pênaltis.
Rivalidades[editar | editar código-fonte]
Clássico Alvinegro[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Clássico Alvinegro
O Clássico Alvinegro é o confronto contra o Corinthians, e recebe esse nome em referência às cores dos dois clubes. O confronto entre Santos e Corinthians, é considerado o clássico mais antigo do futebol paulista.44 O primeiro jogo entre as duas equipes aconteceu em 22 de junho de 1913, no campo do Parque Antarctica, a partida terminou 6 a 3 para o Santos. Em finais, os dois se enfrentaram seis vezes no Campeonato Paulista, em três delas o Santos saiu vitorioso, e foi em 1935, no jogo contra o Corinthians, que o Santos conquistou o seu primeiro título paulista, as duas equipes também se enfrentaram na final do Campeonato Brasileiro de 2002, em que o Santos se sagrou campeão.
San-São[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: San-São
O Clássico com o São Paulo é chamado de San-São, foi apelidado em 1956 por Tomás Mazzoni, jornalista de A Gazeta Esportiva.45 Este é o clássico, entre os dois clubes mais vitoriosos do Brasil na Copa Libertadores da América, ambos se sagraram campeões em 3 oportunidades. O primeiro jogo entre as duas equipes, ocorreu no dia 11 de maio, pelo Campeonato Paulista de 1930, o jogo terminou empatado em 2 a 2. Os dois times fizeram em 1933, o primeiro jogo de futebol profissional do país, foi nele em que o apelido do Santos, "peixe", foi dito pela primeira vez, tratou-se de uma provocação, antes do início do jogo, da torcida tricolor com os jogadores do Santos, chamando-os de "peixeiros" de maneira pejorativa, a torcida santista retrucou dizendo "Somos peixeiros, e com muita honra!". A partir daí o apelido foi adotado pelo clube santista, e a mascote, a Baleia, foi criada.
Clássico da Saudade[editar | editar código-fonte]
Partida entre Santos e Palestra Itália na Vila Belmiro em 1934.
Ver artigo principal: Clássico da Saudade
Clássico da Saudade é no futebol paulista, o confronto entre Palmeiras e Santos.46 Recebe esse nome, em referência aos dois maiores times do futebol paulista durante o auge do futebol-arte brasileiro, na década de 1960, quando o Palmeiras tinha Ademir da Guia e o Santos tinha Pelé. Os dois clubes foram os que mais conquistaram o Brasil, oito vezes cada um. A primeira partida, aconteceu em 3 de agosto de 1915, no Velódromo de São Paulo, o Santos venceu o Palmeiras, que ainda tinha o nome Palestra Itália, pelo placar de 7 a 0. No dia 6 de março de 1958, Santos e Palmeiras fizeram no Pacaembu aquele que recebeu a alcunha de jogo mais emocionante da história,47 o primeiro tempo acabou 5 a 2 para o Santos, no segundo tempo, o Palmeiras conseguiu virar o placar para 6 a 5, mas nos minutos finais, o Santos venceu o jogo por 7 a 6, com dois gols de Pepe.
Outros confrontos[editar | editar código-fonte]
Santos vs. Portuguesa
Santos vs. Portuguesa Santista
Santos vs. Jabaquara
Santos vs. Fluminense
Títulos[editar | editar código-fonte]
Taças Intercontinentais de 1962 e 1963.
Memorial das Conquistas.
Copa do Brasil 2010.
Campeonatos Paulista.
Ver artigo principal: Títulos do Santos Futebol Clube
Ver artigo principal: Títulos individuais de futebolistas pelo Santos Futebol Clube
INTERCONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Copa Intercontinental.svg Copa Intercontinental 2 1962Cscr-featured.png e 1963
RFEF - Copa del Rey.svg Recopa Intercontinental 1 1968Cscr-featured.png
CONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 3 1962, 1963Cscr-featured.png e 2011
CONMEBOL recopa trophy.svg Recopa Sul-Americana 1 2012Cscr-featured.png
CONMEBOL - CONMEBOL Cup.svg Copa Conmebol 1 1998
Supercopalibert.gif Supercopa Sulamericana 1 1968
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 8 1961, 1962, 1963Cscr-featured.png, 1964Cscr-featured.png, 1965Cscr-featured.png, 1968, 2002 e 2004
CBF Brazilian Cup.png Copa do Brasil 1 2010
REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 5 1959, 1963, 1964, 1966 e 1997
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista 20 1935, 1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969, 1973, 1978, 1984, 2006, 2007, 2010, 2011 e 2012
São Paulo Copa Paulista 1 2004
Cscr-featured.png Campeão Invicto
Estatísticas[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Temporadas do Santos Futebol Clube
Ver artigo principal: Estatísticas do Santos Futebol Clube
Ver artigo principal: Retrospecto contra adversários internacionais
Participações[editar | editar código-fonte]
Participações em 2015
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
São Paulo Campeonato Paulista 100 Campeão (20 vezes) 1913 2015 —
Brasil Campeonato Brasileiro 55 Campeão (8 vezes) 1959 2015 —
Copa do Brasil 13 Campeão (2010) 1996 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 12 Campeão (1962, 1963 e 2011) 1962 2012
Copa Sul-Americana 5 Quartas de final (2003 e 2004) 2003 2010
Recopa Sul-Americana 1 Campeão (2012) 2012 2012
FIFA Logo (2010).svg Mundial de Clubes da FIFA 3 Campeão (1962, 1963) 1962 2011
Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Temporadas do Santos Futebol Clube
— Brasil Brasil Flags of South American Conmebol Members.gif América do Sul São Paulo São Paulo
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental e Mundial Campeonato Paulista
— Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos.
2006 A 4º 64 38 18 10 10 58 36 QF CS R16 A1 1º
2007 A 2º 62 38 19 5 14 57 47 — CL SF A1 1º
2008 A 15º 45 38 11 12 15 44 53 — CL QF A1 7º
2009 A 12º 49 38 12 13 13 58 58 2F — — A1 2º
2010 A 8º 56 38 15 11 12 63 50 C CS 2F A1 1º
2011 A 10º 53 38 15 8 15 55 55 — CL MC C F A1 1º
2012 A 8º 53 38 13 14 11 50 44 — CL RS SF C A1 1º
2013 A 7º 57 38 15 12 11 51 38 R16 — — A1 2º
2014 A 9º 53 38 15 8 15 42 35 SF — — A1 2º
2015 A A disputar A disputar — — A1 A/d
Campeão.
Vice-campeão.
Eliminado na semifinal.
Classificado à Copa Libertadores da América pela campanha no Campeonato Brasileiro.
Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil ou Copa Libertadores.
Classificado à Copa Sul-Americana.
Rebaixado à divisão inferior.
Promovido à divisão superior.
Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]
Santos Futebol Clube
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Globo terraqueo 3.gif Mundial/Intercontinental 2 (1962, 1963) 1 (2011) 0 (não possui) 0 (não possui)
Globo terraqueo 3.gif Recopa Intercontinental 1 (1968) 0 (não possui) — —
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 3 (1962, 1963, 2011) 1 (2003) 2 (2007, 2012) 2 (1964, 1965)
Flags of the Union of South American Nations.gif Recopa Sul-Americana 1 (2012) 0 (não possui) — —
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Conmebol 1 (1998) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Flags of the Union of South American Nations.gif Supercopa Sulamericana 1 (1968) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1969)
Flags of the Union of South American Nations.gif Supercopa Libertadores 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1996) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro 8 (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002, 2004) 6 (1959, 1966, 1983, 1995, 2003, 2007) 2 (1974, 1998) 1 (2006)
Brasil Copa do Brasil 1 (2010) 0 (não possui) 3 (1998, 2000, 2014) 0 (não possui)
Brasil Torneio dos Campeões da CBD 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1969) 0 (não possui)
Rio de JaneiroSão Paulo Torneio Rio-São Paulo 5 (1959, 1963, 1964, 1966, 1997) 1 (1999) 2 (1993, 2001) 2 (1957, 1998)
São Paulo Campeonato Paulista 20 vezes 11 vezes 13 vezes 15 vezes
São Paulo Copa Paulista 1 (2004) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Recordes[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Recordes do Santos Futebol Clube
Estrutura[editar | editar código-fonte]
Estádio[editar | editar código-fonte]
Inauguração do Estádio, em 1916.
Ver artigo principal: Estádio Urbano Caldeira
Antes do estádio do Santos ser construído, o clube fazia jogos oficiais onde hoje está localizada a Igreja Coração de Maria, na Avenida Ana Costa. Os treinos eram feitos em um campo distinto, localizado no Bairro do Macuco. Em 1915 os dirigentes passaram a procurar terrenos na cidade. Em 31 de maio de 1916, uma assembléia geral aprovou a compra de uma área de 16.650 metros quadrados, no bairro da Vila Belmiro, aprovado pelo presidente do clube, Agnello Cícero de Oliveira. A compra do terreno foi feita em 16 de junho de 1916.48
A construção do estádio foi concluída em 1916, sua inauguração ocorreu em 12 de outubro do mesmo ano, mas a primeira partida foi realizada somente 10 dias depois, em 22 de outubro de 1916, válido pelo Paulistão. A partida de estréia foi entre Santos e Ypiranga, onde o Santos ganhou de 2 a 1, cujo o primeiro gol da partida e da história do estádio foi feito por Adolfo Millon Jr., da equipe Santista.
O estádio no dia da inauguração do seu primeiro sistema de iluminação, em 1931.
O primeiro sistema de iluminação foi estreado em 21 de março de 1931, às oito horas da noite, num jogo amistoso entre o Santos e uma Seleção de futebol que a cidade de Santos possuía na época. Apesar da data ser especial, o Santos perdeu de 1 a 0 para a Seleção Santista; gol de Manoel Cruz, que também servia de meia-direita na Portuguesa Santista.
Com a morte de Urbano Caldeira, um dos mais fanáticos presidentes santistas, em 1933, o estádio foi batizado oficialmente de Estádio Urbano Caldeira em sua homenagem.
O recorde de público no estádio foi num clássico contra o Corinthians: 32.989 pessoas giraram as catracas do estádio para ver o jogo no dia 20 de setembro de 1964. Entretanto, esse dia quase foi trágico: cerca de 10 minutos depois do apito inicial do juiz, uma das arquibancadas do estádio cai e fere 181 pessoas. O jogo foi parado ali mesmo para atendimento de Primeiros Socorros. Muitas pessoas consideram até hoje esse jogo como o mais curto da história do futebol mundial. O jogo em questão, foi remarcado para 10 dias depois no Estádio do Pacaembu, onde terminou empatado em 1 a 1.
Vista interna do Estádio Urbano Caldeira.
Logo após o término do Campeonato Paulista de 1996, a diretoria do clube decidiu que o gramado da Vila Belmiro, amplamente criticado, passaria por uma ampla reforma. Um moderno sistema de drenagem e irrigação controlado por computador foi instalado, o que proporcionou perfeitas condições de jogo com qualquer tempo. Hoje o gramado e o sistema de drenagem é melhor do que a maioria dos tradicionais estádios de São Paulo e do Brasil. A inauguração aconteceu no dia 27 de março de 1997, quando o Santos venceu o Internacional, em jogo válido pela Copa do Brasil. Concomitantemente à reforma do gramado, foi construído o complemento do anel da arquibancada atrás do gol de fundo do estádio. Além de aumentar a capacidade em cerca de 4.000 torcedores, a obra possibilitou uma harmonia arquitetônica ao estádio.
No dia 27 de janeiro de 1999, o Santos deu mais um passo para oferecer um estádio mais moderno aos seus torcedores. Neste dia, momentos antes de um clássico contra o Palmeiras, foi inaugurado o novo sistema de iluminação, tornando o estádio uma das praças de esportes mais bem iluminadas do Brasil. Com a obra, o estádio passou a oferecer um nível médio de iluminação de 1.200 lux, acima da recomendação mínima da FIFA de 1.000 lux.
No dia 17 de novembro de 2003, dias depois do aniversário de 40 anos da conquista intercontinental de 1963 do Santos, foi inaugurado no estádio o Memorial das Conquistas. Além de contar toda história do clube, o museu abriga todos os títulos conquistados pelo peixe. Lá, estão guardados vários troféus conquistados pelo Santos, incluindo as taças intercontinentais de 1962 e 1963, as Libertadores (1962, 1963 e 2011) e os Brasileiros de 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004. A visita ao museu inclui, também, os vestiários dos jogadores e entrada no campo.
Na Copa do Mundo de 2014, o estádio recebeu a surpresa da Copa, a Costa Rica, que treinou e fez toda a sua preparação na Vila Belmiro. Os Ticos (como são chamados os costarriquenhos), fizeram a sua melhor campanha na história, chegando até as Quartas de final, quando foram eliminados pela Holanda nos pênaltis.49
Centros de treinamento[editar | editar código-fonte]
CT Rei Pelé[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: CT Rei Pelé
O clube faz seus treinos atualmente no CT Rei Pelé, localizado no bairro de Jabaquara em Santos. Considerado como um dos centros de treinamento mais modernos do Brasil, foi inaugurado em 2005. A ideia de construir um campo próprio para treinos do clube surgiu em meados da década de 90, na primeira gestão de Marcelo Teixeira na presidência do Santos. Em 1992, o clube havia conseguido tomar posse de um terreno localizado perto da Santa Casa de Santos. Depois disso, iniciou-se a construção do que seria o primeiro centro de treinamentos do time Alvinegro. O nome do local é uma clara homenagem ao maior ídolo santista: Pelé.
Por ser um dos CTs mais modernos do páis, os jogadores e comissão técnica trabalham no que há de melhor em questão de máquinas de ginásticas, esteiras elétricas, massagem, três campos de futebol com dimensões oficiais da FIFA, piscina, etc.
O complexo conta ainda com um hotel de 28 quartos, um amplo restaurante, sala de jogos, cozinha, recepção e auditório para utilização em preleções e reuniões dos atletas.
Devido a sua notoriedade em modernidades e estrutura, o CT Rei Pelé também é sede de amistosos e jogos oficiais dos times amadores, campeonatos de categorias de base e campeonatos juvenis do clube. Na Copa do Mundo de 2014, o CT Rei Pelé, recebeu o México, a confirmação veio no dia 8 de dezembro de 2013, através do gerente da seleção mexicana, Antonio Manzanares, e do prefeito da cidade de Santos, Paulo Alexandre Barbosa.50
CT Meninos da Vila[editar | editar código-fonte]
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